Crise em Moçambique:

Mobilização de Apoio de Emergência para as Vítimas do Ciclone Idai

Caros amigos,

Moçambique declarou um estado de emergência na sequência da devastação provocada pelo forte ciclone Idai classificado em Categoria 2, que no dia 14 de Março se abateu sobre a cidade da Beira, onde se localiza o segundo maior porto do país.

Está a desenrolar-se uma crise humanitária sem precedentes, sendo que enchentes de até seis metros de altura consumiram 3.000 quilómetros quadrados de território densamente povoado. Neste momento, terras a 25 quilómetros da costa estão submersas num oceano interior.

Estima-se que no período imediatamente após a tempestade, o número de mortos deve ultrapassar 1.000 pessoas, mas a ONU estima que só em Moçambique cerca de 600.000 pessoas serão afectadas pela devastação. Dezenas de milhares de pessoas perderam as suas casas; estradas e pontes foram destruídas; e as linhas de comunicação e de transmissão de electricidade foram cortadas.

Enquanto milhares procuram refúgio, esperando socorro, alimentos, água potável e assistência médica, prevê-se que mais chuvas e marés altas exacerbarão a situação. Os esforços de busca e salvamento estão sobrecarregados e severamente constrangidos, e precisam urgentemente de mais pessoal, equipamentos e recursos.

Bazaruto Rangers Dispatched for Relief Efforts © African Parks
Guardas florestais do Parque Nacional de Bazaruto foram destacados para ajudar na operação.

A African Parks está bem posicionada para dar apoio desesperadamente procurado às operações de resgate em Moçambique. O Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto fica a 200 quilómetros a sul da Beira. Mobilizámos o nosso pessoal e as nossas equipas para chegarem àquela zona hoje, levando assistência aérea, barcos e equipas terrestres para as zonas mais atingidas a oeste da Beira, ao longo do rio Buzi.

Raramente fazemos este tipo de apelo, mas à luz das circunstâncias urgentes, pedimos a sua ajuda. As operações de resgate estão a correr contra o tempo, conscientes das 15.000 pessoas que ainda aguardam salvamento; das famílias e muitas crianças que continuam agarradas a telhados e árvores, isoladas pelas inundações de vasta escala.

Contando com a sua ajuda, vamos lançar uma operação de apoio de emergência alinhada aos esforços de busca e salvamento do governo central e das Autoridades Moçambicanas. Os nossos recursos mobilizados incluem:

  • Um helicóptero com equipamento de resgate a bordo e um piloto com experiência na condução de operações de busca e salvamento.
  • Dois barcos do Parque de Bazaruto, com uma tripulação constituída por dois marinheiros profissionais e quatro fiscais com as competências necessárias. Os barcos juntar-se-ão à equipe de busca e salvamento sul-africana que está a operar no rio Buzi.
  • Uma equipe terrestre com fiscais competentes para prestar apoio onde for necessário.
  • Também avaliaremos a possibilidade de destacar mais cinco fiscais na próxima semana, depois de concluírem o curso de Formação Médica Avançada para fiscais.

Cada dólar que o nosso caro leitor puder contribuir ajudará e será utilizado exclusivamente para os nossos esforços de apoio a Moçambique. Quanto mais ajuda recebermos, mais apoio poderemos dar, mantendo o helicóptero no ar, os barcos na água e as equipes na terra por mais tempo, de modo a pormos a salvo e a disponibilizarmos recursos a inúmeras pessoas que se encontram em risco imediato devido a uma das piores calamidades naturais que jamais atingiu o sul da África.

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A magnitude desta crise é enorme e continua a agravar-se. Dezenas de milhares de vidas correm um risco imediato, e centenas de milhares de pessoas sofrerão dos impactos do ciclone nos próximos dias e semanas devido à escassez de água potável, alimentos, electricidade e à crescente ameaça de doenças. Em colaboração com os nossos parceiros, estamos em posição para ajudar as vítimas e salvar vidas, pelo que pedimos o seu apoio neste momento de grande necessidade.

Continuaremos a fornecer-lhe informação actualizada sobre os progressos das nossas equipas no terreno.

Com os nossos sinceros agradecimentos,

African Parks